O Vidro

Origem

O vidro é uma das descobertas mais surpreendentes do homem e sua história é cheia de mistérios. Embora os historiadores não disponham de dados precisos sobre sua origem, foram descobertos objetos de vidro nas necrópoles egípcias, por isso, imagina-se que o vidro já era conhecido há pelo menos 4.000 anos antes da Era Cristã.


Alguns autores apontam os navegadores fenícios como os precursores da indústria do vidro. A origem teria sido casual: ao preparar uma fogueira numa praia nas costas da Síria para aquecer suas refeições, improvisaram fogões usando blocos de salitre e soda.

Passado algum tempo, notaram que do fogo escorria uma substância brilhante que se solidificava imediatamente. Estaria então descoberto o vidro que, com sua beleza, funcionalidade e múltiplas aplicações, passaria definitivamente a fazer parte do cotidiano de todos nós.

Desenvolvimento do Vidro

Durante o Império Romano, houve um grande desenvolvimento dessa atividade, com apogeu do século XIII, em Veneza. Após incêndios provocados pelos fornos de vidro da época, a indústria de vidros foi transferida para Murano, ilha próxima de Veneza. As vidrarias de Murano produziam vidros em diversas cores, um marco da história do vidro, e a fama de seus cristais e espelhos perduram até hoje.


A França já fabricava o vidro desde a época dos romanos. Porém, só no final do século XVIII foi que a indústria prosperou e alcançou um grau de perfeição notável. Em meados desse século, o rei francês Luís XIV reuniu alguns mestres vidreiros e montou a Companhia de Saint-Gobain, uma das mais antigas empresas do mundo, hoje, uma companhia privada.


A grande indústria moderna do vidro surgiu com a revolução industrial e a mecanização dos processos. Nos anos 50, na Inglaterra, a Pilkington inventou o processo para produção do vidro Float, conhecido também como cristal, que revolucionou a tecnologia dessa próspera indústria.


Primeira Indústria no Brasil

A primeira indústria vidreira a se instalar no Brasil foi a Vidraria São Paulo, na cidade do Rio de Janeiro, no século XIX. Em 1982, a indústria francesa Saint-Gobain e a inglesa Pilkington uniram suas forças para construir a primeira fábrica de vidro Float do Brasil, a CEBRACE, na região do Vale do Paraíba, no estado de São Paulo.


A primeira linha foi construída em Jacareí e, 1982, a segunda em Caçapava, em 1989 e a terceira em jacareí, em 1996. Juntas, as três unidades produzem até 1.800 toneladas de vidro por dia.


Produção do vidro

Estágio 1: Forno de fusção.

A mistura de areia com os demais componentes do vidro é dirigida até o forno de fusão através de correias transportadoras. Com temperatura de até 1.600ºC, a composição é fundida, afinada e condidionada termicamente, transformando-se numa massa pronta para ser conformada numa folha contínua.

Estágio 2: Banho float.

A massa é derramada em uma piscina de estanho líquido, em um processo contínuo chamado "Float Bath"( Banho Float). Devido à diferanças de densidade entre os materiais, o vidro flutua sobre o estanho, ocorrendo um paralelismo entre as duas superfícies. Essa é a condição para que a qualidade óptica superior do vidro float seja atingida. A partir desse ponto é determinada a espessura do vidro, através da ação do top roller e da velocidade da linha. Quanto maior a velocidade da linha, menor a espessura resultante.

Estágio 3: Geladeira de recozimento.

Perfil de tensões do vidro observada na Galeria de Recozimento Em seguida, a folha de vidro entra na galeria de recozimento, onde será resfriada controladamente até aproximadamente 120ºC e, então, preparada para o corte.

Estágio 4: Inspeção automática.

Antes de ser recortada, a folha de vidro é inspecionada por um equipamento chamado "scanner", que utiliza um feixe de raio laser para identificar eventuais falhas no produto. Caso haja algum defeito decorrente da produção do vidro, ele será automaticamente refugado e posteriormente reciclado.

Estágio 5,6 e 7: Recorte, empilhamento e armazenagem.

O recorte é realizado em processo automático e em dimensões pré-programadas. As chapas de vidro são empilhadas automaticamente e pacotes prontos para serem expedidos e armazenados.




Fonte: Cebrace - Brasil

Aplicação na Construção Civil

O emprego do vidro na arquitetura vem crescendo desde a metade do século 20. A tecnologia de produção e beneficiamento do vidro plano tem permitido que os desafios dos complexos e arrojados projetos dos profissionais da arquitetura e decoração sejam reproduzidos com garantia de segurança, proteção, economia de energia, controle da luz e calor solar e controle acústico, além de formas harmoniosas e variadas.


Também nos espaços cada vez mais reduzidos, residências e escritórios, vidros e espelhos são utilizados como peça fundamental para dar a sensação de ampliação de espaços, o que exige especialização profissional e profundo conhecimentos técnicos dos fabricantes e transformadores.


O vidro aparece cada vez mais em fachadas contínuas, coberturas, pisos, escadas, divisórias, paredes e portas corta-fogo, janelas, substituindo diversos materiais em residências, prédios comerciais, hotéis, aeroportos, parques temáticos, shopping centers e prédios inteligentes, hospitais e escolas.A tendência é sua utilização crescente nos setores:


- Turismo: hotéis, aeroportos, parques temáticos
- Serviços: Shopping Centers e prédios inteligentes
- Infra-estrutura: Hospitais e Escolas


 

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